Posts em março dUTC 2008

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Uma vez num final de ano qualquer, este link foi meu cartão de Boas Festas aos amigos.

Deleitem-se

Jane/RS

08/03/2008

Mulheres são versos… prosas… Compõem músicas, toadas, canções de ninar. Escrevem romances, tragédias, contos, publicam matérias. Elaboram defesas, julgam, libertam. Criam sonhos, projetam, executam. Salvam vidas, acolhem, curam. Ensinam, orientam, formam. Criam compêndios perfumados de sabedoria, para que outras mulheres possam, ao lê-las, entender a grandiosidade do “ser mulher”.
Parabéns às mulheres pelo seu dia de hoje, de ontem e de amanhã.
Às mulheres especiais da minha vida, meu beijo cheio de amor e orgulho. (Jane Abel)

O texto da mulher tem perfume que às vezes se sente só pelo título. Tem todo o jeito de quem anda por andar, sinceramente sem querer chegar a lugar nenhum.

O texto da mulher dá pra ver que demorou muito tempo pra ficar pronto, e ainda não está. Dá pra ver que uma mulher escreve pra outra — pra outra completar.

O texto da mulher tem um silêncio gostoso de se ouvir e pronto para ser quebrado. Tem natureza própria: vento que sopra a cara e provoca os cabelos; lua que, nua, se banha no mar — festa nos navios negreiros…!

O texto da mulher dá orgulho: a gente fica lendo, boba, descobrindo um monte de coisas que já sabia e que só precisava lembrar.

O texto da mulher fecha os olhos quando faz carinho, como se fosse ele o acarinhado… todo texto de mulher tem um filho no presente e um amante no passado.

O texto da mulher faz arte: colore o que passa em branco na vida e pára o que passa rápido demais — põe o pé na frente e zás! Segue soberba, sabe que não adianta olhar — não para trás.

O texto da mulher parece sempre que foi a gente que escreveu – será uma concatenação de saudades e esperanças comuns, ou alguém me esmiuçou sem eu deixar?

O texto da mulher treme, grita, chora e comemora em uma só língua; e faz a gente pensar que somos, todas, fragmentos de uma mesma criatura com dois lindos seios e um santo ventre, que caiu, quebrou e nos espalhou um dia.

O texto da mulher vale a pena a qualquer hora: de manhã, à tarde, de noite… Esteja a solidão aqui, ou batendo na porta, do lado de fora.

(Gabriela Mello Barbosa)

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