Se eu partir sem me despedir,
Agradeça ao entardecer. Eu fiz meu ocaso!
Fica a lua no céu e a estrela no firmamento…
Diga que fui com o vento!

Agradeça ao mar pelo infinito azul,
pelo sabor de saudade e o ruído de mistério, distante ou perto, sempre em mim, o mar…

Aos pássaros do céu minha gratidão pelas manhãs barulhentas!

Ao vento, obrigada, pelos recados costumeiros, fiel mensageiro de minhas saudades…

Às flores dos jardins, dos pampas sem fim, que perfumaram meus sonhos, idos e derradeiros, o meu amor por inteiro.

Se eu partir sem me despedir,
Agradeça a chuva que regou meus campos, brotou minha semente, acolheu minhas lágrimas.

Às montanhas majestosas, rios e cachoeiras, que banharam meus filhos, tão amados filhos!
Ao meu Rio Guaíba, ouvinte tão silente.

Agradeça ao sol da manhã pelo brilho!

A minha mãe, obrigada pelas canções de ninar, pelos colos de abrigo, pelas coragens ensinadas!
Agradecerei eu mesma ao meu pai… Brincadeiras e sorrisos, trocados numa vida inteira!

Aos amigos verdadeiros, os que o sangue me deu e os que a vida me entregou,
Agradeça pelo afago, pelas palavras, pela paz.

Agradeça por mim, ao Senhor.

Se eu partir sem me despedir e, não tiver alguém prá me ouvir…
Agradeça ao meu amor!

Jane Abel/RS – Abril/2008
(Baseado na obra de José Geraldo Martinez)

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