Posts em junho dUTC 2008

26/06/2008

No pequenino e delicado cartão envolvido por belas flores, chegaram palavras perfumadas misturando-se ao colorido vivo das frágeis pétalas. O som de fundo tinha sabor de emoção e a cor da noite, o tom do sempre: “Vida, o meu amor é para a eternidade”. Acho que quem o escreveu foi o meu destino. Obrigada, Destino. (Jane Abel)

26/06/2008

Na lista ICQ-Amigos há muitos anos, o chamo de “Seu das Selvas” já que ele vive por lá, rodeado de Amazônia por todos os lados, longe de sua Bahia. Num dia qualquer de um aniversário qualquer (dele), fiz um contato por tambores e ele atendeu do outro lado. Homem cru, conceitos rígidos, pai severo, marido conservador, assim o percebia por anos. Conversamos e tive a voz do grande amigo, mas era surpreendentemente mansa, compassada, serena e emocionada com meu contato de tão longe (RS). Um homem que com vasta cultura e uma delicadeza incomum, alimentava comigo (na lista) , debates consistentes, conversas cheias de sensatez e sabedoria. O “Seu das Selvas” grande pai, marido da 1ºdama (como a chamo) e especial amigo, vem aqui no blog pra ficar. Ad Eternum. Bem vindo, selvagem!
-Obrigada pela linda mensagem, Seu das Selvas. Feliz me sinto por ter pessoas de sua envergadura me querendo bem, meu amigo. (Sinhá Jane/RS)

“Sinhá Jane, eis que, um mudinho se faz ouvir;
A voz da selva, tem que se manifestar.
Carregada de emoção, afinal são anos de reverências, silenciosas, à uma personalidade forte, humana e sensível.
Um telefonema, aquela voz, amiga, carinhosa tocou a alma do amazônida, as emoções vivenciadas momentâneamente, congelaram, era preciso perpetuá-las, era necessário aguardar um momento, um instante de igual valor sentimental para que o mutismo desaparecesse. Ele chegou, tocado pelas mesmas energias vibratórias, aqui estou.
Parabéns sinhá Jane, muito obrigado por existir,
Feliz aniversário, feliz existência,
Mil beijos!!!!

Paz Profunda, são os votos sinceros de J. Carlos e Família.”

Telefone de latinha…

o-boato.jpg

26/06/2008

Recebi de um amigo querido, carioca da gema, surfista malandro, um grande pai e marido, um grande homem.

-Marco, obrigada por este carinho de tantos anos. Você me chama de Arqueira Arteira e pra mim, você é um marujo pra lá de especial, amigo. (Arqueira Arteira Jane/RS)

“Coyote (Blog do Pier): Deixo meu presente em forma de depoimento para que você publique e nunca se esqueça. É um dos trechos mais bonitos que já li de meu amigo Saint-Exupéry, um apaixonado apaixonante:

“Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso.”

(Antoine de Saint-Exupéry)

Que mais posso dizer ? Que seja feliz, o resto é conseqüência. ;)
FELIZ ANIVERSÁRIO – 26/06/2008″

O selo da amizade

Recebi em 25/06/2008 da amiga querida, a mineirinha do canivetinho, dona Cruela, um selinho da amizade.

Deixo aqui pra que não se perca. É nosso e é especial.

selo-da-amizade.jpg

Homenagem aos (valentes) colegas

Você reconhece um estudante de Arquitetura?

Veja como…

De onde virá o grito?

bandeira-rssvg.png

Pois é.

O Brasil tem milhões de brasileiros
que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos.

Olham o escândalo na televisão e exclamam ‘que horror’.
Sabem do roubo do político e falam ‘que vergonha’.
Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam ‘que absurdo’.

Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão
e dizem ‘que baixaria’.

Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram ‘que medo’. E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição ‘neste país’.
Do ressentimento passivo à participação ativa’.

Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais
não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém.

No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.
Abriram com o Hino Nacional.
Todos em pé, cantando.

Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul.
Fiquei curioso. Como seria o hino?

Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!
‘Como a aurora precursora/do farol da divindade/
foi o vinte de setembro/o precursor da liberdade’

Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão.
Com garrafa de água quente e tudo.
E oferece aos que estão em volta.

Durante o evento, a cuia passa de mão em mão,
até para mim eles oferecem.
E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba,
mesmo pessoas que não se conhecem.
Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.

Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é ‘comunidade’.
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo.

Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é…
Foi então que me deu um estalo.

Sabe como é que os ‘ressentimentos passivos’
se transformarão em participação ativa?

De onde virá o grito de ‘basta’ contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil?
De São Paulo é que não será.

Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção.

São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade,
sem cultura própria, sem ‘liga’.
Cada um por si e o todo que se dane.

E isso é até compreensível numa
cidade com 12 milhões de habitantes.

Penso que o grito – se vier – só poderá partir das comunidades que ainda têm essa ‘liga’. A mesma que eu vi em Porto Alegre.
Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira.
Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.

Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.
De minha parte, eu acrescentaria, ainda:

‘…Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra…’

Jornalista Luciano Pires

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