Amigo Álvaro Baccim formatou meu poema e pede que publique formatado, vamos lá:

Menino teu…

Da janela rasgada do ontem
Vi passar um sonho pequeno, quase um menino…
Menino que na lua pescava
Fisgando luzes alheias e brilhava…
Brilhava no escuro este pirilampo assanhado,
Envolto em brisa levada, verdadeiro sonho sonhado.
Tinha claves de sol na cabeça…
Ou era um sol-menino travesso?
Pura luz, só arder pra derreter e findar.
E o sonho foi indo em si-mesmo… ou mi?
A embriaguez da neblina
Levando a imagem da retina,  ao fim… ou ?
Ao nada mais, será? Ao sempre em bruma, que-!!!
Prefiro o menino da rua, moleque vadio e real,
Que zune pela platéia com cor de jasmim no colo
E cheiro de nuvem nas mãos…
Que encanta o jardim dos sonhos
Com velas de barco a deriva…
Que treme no aplauso do povo deixando dor na partida…
Embora este corpo ausente traga o perfume presente,
Feito de plumas douradas
No breu do findo-dia-meu… ou …?
.
Jane Abel/RS
01/06/2011

Comentários

  1. Alvaro Bacim
    06/06/2011 | 11:31

    Obrigado pela honra da menção.
    O baú das experiências vividas tem muito a contar.
    Relutamos a nele mexer. Mas e daí?
    Coragem, pois ali há muita poesia.
    Meu aplauso e incentivo a você, quem com as palavras da sua alma, certamente tem muito para nos encantar.
    Beijo,
    Álvaro.

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