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Bairrista? Imagina, tchê!

Gaúcho no Paraíso …

Estava passeando em Roma quando visitando a Catedral de São Pedro fiquei abismado ao ver uma coluna de mármore com um telefone de ouro em cima.

Vendo um padre que passava pelo local perguntei a razão pela ostentação. O Padre me disse que aquele telefone estava ligado a uma linha direta com o paraíso e que se eu quisesse fazer uma ligação eu teria de pagar 100 dólares. Fiquei tentado porém declinei da oferta. Continuando a viagem pela Itália encontrei outras igrejas com o mesmo telefone de ouro na coluna de mármore. Em cada uma das ocasiões perguntei a razão da existência e a resposta era sempre a mesma: Linha direta com o paraíso ao custo de 100 dólares a ligação.

Depois da Itália vim para o Brasil e fui direto para o Rio Grande do Sul (de um país para outro país). Ao visitar a nossa gloriosa Catedral Metropolitana de Porto Alegre/RS, na famosa Praça da Matriz, fiquei surpreso ao ver novamente a mesma cena: uma coluna de mármore com um telefone de ouro. Sob o telefone um cartaz que dizia: LINHA DIRETA COM O PARAÍSO – PREÇO POR LIGAÇÃO = R$ 0,25 (vinte e cinco centavos).

Não me agüentei, e lasquei…
-Padre, viajei por toda a Itália e em todas as catedrais que visitei vi telefones exatamente iguais a este mas o preço da chamada era 100 dólares. Por que aqui é somente R$ 0,25 centavos?

O Padre sorriu e disse:
-Meu irmão, tu estás no Rio Grande do Sul, aqui a ligação é local !

(Um beijo para quem ama esta terra como eu amo!)

1903 – 2010

1903-2010
Parabéns, Grêmio pelos 107 anos de história!
Orgulho de ser GREMISTA!

RBS/TV

Muito bom!

RBS/TV, ”diliça” nossa TV local.

Assista—> RBS/TV

Jane, a bairrista confessa!

Grêmio ! ! !

Saudações Tricolores! Pesquisa Lance!/IBOPE

GRÊMIO:

6ª Maior torcida do Brasil e maior torcida do Rio Grande do Sul – 7 MILHÕES E 700 MIL TORCEDORES!

(Inter) Dos “Sem mil sócios…” – 10ª torcida do Brasil – 4 MILHÕES E 800 MIL

Acesse —> Grêmio 6º maior torcida do país!

Vinte de Setembro

É nós!

Dia de festa por aqui entre nós gaúchos, nosso 20 de Setembro é muito comemorado, festas lindas, desfiles e a comunidade gaúcha unida em torno de uma batalha e sua história que acompanhou este evento marcante.

Quem desejar saber mais, acesse:

—>Acampamento Farroupilha

—>Página do gaúcho

Parabéns ao povo gaúcho.

Jane Abel/RS

De onde virá o grito?

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Pois é.

O Brasil tem milhões de brasileiros
que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos.

Olham o escândalo na televisão e exclamam ‘que horror’.
Sabem do roubo do político e falam ‘que vergonha’.
Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam ‘que absurdo’.

Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão
e dizem ‘que baixaria’.

Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram ‘que medo’. E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição ‘neste país’.
Do ressentimento passivo à participação ativa’.

Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais
não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém.

No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.
Abriram com o Hino Nacional.
Todos em pé, cantando.

Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul.
Fiquei curioso. Como seria o hino?

Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!
‘Como a aurora precursora/do farol da divindade/
foi o vinte de setembro/o precursor da liberdade’

Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão.
Com garrafa de água quente e tudo.
E oferece aos que estão em volta.

Durante o evento, a cuia passa de mão em mão,
até para mim eles oferecem.
E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba,
mesmo pessoas que não se conhecem.
Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.

Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é ‘comunidade’.
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo.

Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é…
Foi então que me deu um estalo.

Sabe como é que os ‘ressentimentos passivos’
se transformarão em participação ativa?

De onde virá o grito de ‘basta’ contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil?
De São Paulo é que não será.

Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção.

São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade,
sem cultura própria, sem ‘liga’.
Cada um por si e o todo que se dane.

E isso é até compreensível numa
cidade com 12 milhões de habitantes.

Penso que o grito – se vier – só poderá partir das comunidades que ainda têm essa ‘liga’. A mesma que eu vi em Porto Alegre.
Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira.
Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.

Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.
De minha parte, eu acrescentaria, ainda:

‘…Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra…’

Jornalista Luciano Pires

Os Gaúchos (Arnaldo Jabor)

Os Gaúchos (Arnaldo Jabor)

Todo mundo sabe que os sujeitos mais comuns nas piadas contadas por todo o Brasil ou são portugueses ou são gaúchos. Mas poucos sabem o porquê!
As origens estão na nossa história e na psicologia humana.
Vamos começar pelos portugueses!
Eles são estereotipados como completos idiotas. Os portugueses colonizaram o Brasil por mais de 300 anos. Eles chegaram no Brasil, levaram todas as nossas riquezas, ignoraram os nossos interesses, e, ainda por cima comiam as nossas índias nativas e as negras trazidas para cá. Que imagem nós poderíamos criar deles? O que poderíamos falar deles hoje em dia?
Será que poderíamos dizer: Oh! Eles descobriram o Brasil. Eles são nossos heróis! Claro, que não! Depois de tudo que eles fizeram, só podem ser ‘heróis’ nas nossas piadas. Nos resta chamá-los de tontos e estúpidos. Mas de idiotas eles não tem nada.
Por um grande período da história, o império Português foi tão forte quanto fôra o Império Romano e o quanto é atualmente o Império Americano…

E os gaúchos…?
Assim como os portugueses, os gaúchos colonizaram o Brasil. O povo gaúcho tem tradição e história. Os gaúchos são guerreiros, formaram a sua própria República! Encabeçaram uma revolução que acabou com a Republica Velha do café com leite e introduziu o Estado Novo. A maior parte dos presidentes brasileiros pós República Velha foram gaúchos. O povo gaúcho é o mais politizado (nunca reelege governador) e o seu Estado o de melhor qualidade de vida, além do atual melhor jogador do mundo ser Gaúcho e para mostrar sua grandiosidade tem S.C.Internacional verdadeiro campeão do mundo. Em todos Estados brasileiros há gaúchos bem sucedidos.
Além de colonizar e desenvolver os Estados por onde passam, os gaúchos traçam as mulheres que ali habitam.
Os gaúchos põem chifre nos ‘machos’ locais e deixam as suas mulheres apaixonadas.

As cariocas, catarinenses, paranaenses, paulistas, mineiras, cearenses… adoram um gaúcho, e, o que resta para eles (os cariocas, catarinenses, paranaenses, paulistas e mineiros…)?
Além de manter lustrado o par de chifres, resta a eles inventarem piadas de gaúcho, onde os gaúchos são estereotipados como veados, para seu deleite e prazer.

Portanto gauchada, tenham um pouco de piedade, esta é a única alegria dos não gaúchos. Enquanto eles se divertem em alguma roda inventando e contando piadas de gaúcho, as suas mães, irmãs ou namoradas se divertem com um gaúcho.
Gaúchos de todo o Brasil, convençam-se de uma coisa, eles não sabem como fazer uma mulher feliz, mas tem bastante criatividade para fazer piadas.

Divirtam-se então com as piadas e satisfaçam as mulheres dos não gaúchos invejosos.

O RIO GRANDE DO SUL NÃO É UM ESTADO, É UM PAÍS!

De verdade Tchê!

O causo das escritura…

Os causo das escritura 

Sérgio Jockymann
(Gentileza de Cesar Augusto Ilgenfritz)

Pois não sei se já les contei os causo das Escritura Sagrada. Se não les contei, les conto agora. A história essa é meio comprida, mas vale a pena contá por causa dos revertério. De Adão e Eva acho que não é perciso contá os causo, porque todo mundo sabe que os dois foram corrido do Paraíso por tomá banho pelado numa sanga.

Naqueles tempo, esse mundaréu todo era um pasto só sem dono, onde não tinha nem dele nem meu. O primeiro índio a botá cerca de arame foi um tal de Abel. Mas nem chegou a estendê o primeiro fio porque levou um pontaço no peito do irmão dele, um tal de Caim, que tava meio desconforme com a divisão. O Caim, entonces, ameaçado de processo feio, se bandeou pro Uruguay. Deixou o filho dele, um tal de Noé, tomando conta da estância.

A estância essa ficava nas barranca de uma corredera e o Noé, uns ano despois, pegou uma enchente muito feia pela frente. Cosa munto séria. Caiu uma barbaridade de água. Caiu tanta água que tinha até índio pescando jundiá em cima de cerro. O Noé entonces botou as criação em cima de uma balsa e se largou nas correnteza, o índio velho. A enchente era tão braba que quando o Noé se deu conta a balsa tava atolado num banhado chamado Dilúlvio.

Foi aí que um tal de Moisés varou aquela água toda com vinte junta de boi e tirou a balsa do atoleiro. Bueno, aí com aquele desporpósito, as família ficaram amiga. A filha mais velha do Noé se casou-se com o filho mais novo do Moisés e os dois foram morá numa estância muito linda, chamada estância da Babilônica. Bueno, tavam as família ali, tomando mate no galpão, quando se chegou um correntino chamado Golias, com mais uns trinta castelhano do lado dele. Abriram a cordeona e quiseram obrigá as prenda a dançá uma milonga.

Foi quando os velho, que eram de muito respeito, se queimaram e deu-se o entrevero. Peleia braba, seu. O correntino Golias, na voz de vamos, já se foi e degolou de um talho só o Noé e o velho Moisés. E já tava largando planchaço em cima do mulherio quando um piazito carretero, de seus dez ano e pico, chamado Davi, largou um bodocaço no meio da testa do infeliz que não teve nem graça. Foi me acudam e tou morto. Aí a indiada toda se animou e degolaram os castelhano. Dois que tinham desrespeitado as prenda foram degolado com o lado cego do facão. Foi uma sanguera danada. Tanto que até hoje aquele capão do Mar Vermelho.

Mas entonces foi nomeado delegado um tal de major Salomão. Homem de cabelo nas venta, o major Salomão. Nem les conto! Um dia o índio tava sesteando quando duas velha se bateram em cima dum guri de seus seis ano que tava vendendo pastel. O major Salomão, muito chegado ao piazito, passou a mão no facão e de um talho só cortou as velha em dois. Esse é o muito falado causo do Perjuízo de Salomão que contam por aí.

Mas, por essas estimativas, o major Salomão, o que tinha de brabo tinha de mulherengo.

Eta índio bueno, seu. Onde boleava a perna, já deixava filho feito. E como vivia boleando a perna, teve filho que Deus nos livre. E tudo com a cara dele, que era pra não havê discordância. Só que quando Deus nosso Senhor quer, até égua véia nega estribo. Logo a filha das predileção do major Salomão, a tal de Maria Madalena, fugiu da estância e foi sê china de bolicho. Uma vergonhera pra família. Mas ela puxou a mãe, que era uma paraguaia meio gaudéria que nunca tomo jeito na vida. O pobre do major Salomão se matou-se de sentimento, com uma pistola Eclesiaste de dois cano.

Mas, vejam como é a vida. Pois essa mesma Maria Madalena se casou-se três ano despois com um tal de coronel Ponciano Pilatos. Foi ele que tirou ela da vida. Eu conheço uns três caso do mesmo feitio e nem um deles deu certo. Como dizia muito bem o finado meu pai, mulher quando toma mate em muita bomba, nunca mais se acostuma com uma só. Mas nesses contraproducente, até que houve uma contrapartida. O coronel Ponciano Pilatos e a Maria Madalena tiveram doze filho, os tal de aposto, que são muito conhecido pelas caridade que fizeram. Foi até na casa deles que Jesus Cristo churrasqueou com a cunhada de Maria Madalena, que despois foi santa muito afamada. A tal de Santa Ceia.

Pois era uns tempo muito mal definido. Andava uma seca braba pelos campo. São José e a Virge Maria tinham perdido todo o gado e só tavam com uma mula branca no potrero, chamada Samaritana. Um rico animal, criado em casa, que só faltava falá. Pois tiveram que se desfazê do pobre. E como as desgraça quando vem, já vem de braço dado, foi bem aí que estouraram as revolução.

Os maragato, chefiado por uma tal de coronel Jordão, acamparam na entrada da Vila. Só não entraram porque tava lá um destacamento comandado pelo tenente Lazo aquele mesmo que por duas vez foi dado por morto. Mas aí um cabo dos provisório, um tal de cabo Judas, se passou-se pros maragaro e já se veio uns tal de Romano, que tavam numas várzeas, e ocuparam a Vila.

Nosso Senhor foi preso pra ser degolado por um preto muito forte e muito feio chamado Calvário. Pois vejam como é a vida. Esse mesmo preto Calvário, degolador muito mal afamado, era filho da velha Palestina, que tinha sido cozinheira da Virge Maria. Degolador é como cobra, desde pequeno já nasce ingrato. Mas entonces botaram Nosso Senhor na cadeia, junto com dois abigeatário, um tal de João Batista e o primo dele, Heródio dos Reis. Os dois tinham peleado por causo de uma baiana chamada Salomé e no entrevero balearam dois padre, monsenhor Caifás e o cônego Atanásio.

Mas aí veio uma força da Brigada, comandada pelo coronel Jesus Além, que era meio parente do homem por parte de mãe e com ele veio mais três corpo de provisório e se pegaram com os maragatos. Foi a peleia mais feia que se tem conhecimento. Foi quarenta dia e quarenta noite de bala e bala.

Morreu três santo na luta: São Lucas, São João e São Marco. São Mateus ficou três mês morre não morre, mas teve umas atenuante a favor e salvou-se o índio. Nosso Senhor pegou três balaço, um em cada mão e um que varou os pé de lado a lado. Ainda levou mais um pontaço do mais velho dos Romanos, o César Romano, na altura das costela. Ferimento muito feio que Nosso Senhor curou tomando vinagre na sexta-feira da paixão. Mas aí, Nosso Senhor se desiludiu-se dos home, subiu na Cruz, disse adeus pros amigo e se mandou-se de volta pro céu. Mas deixou os dez mandamentos, que são cinco e que se pode muito bem acolherá em dois: não se mata home pelas costa, nem se cobiça mulher dos outros pela frente.

Orgulho de ser gaúcho (22/09/2004)

(Escrito/Distribuído por Jane/RS em 22/09/2004)

Este é meu Estado, bem assim e, adoro ele.

Gaúchos nem são machistas como dizem, mas cuidadosos com suas prendas… é carinho.
Gaúchos nem são severos como dizem, mas muito reservados… é cautela.
Gaúchos nem são superiores como dizem, mas orgulhosos do solo conquistado… é vitória.

O pago nos apaixona,
A pradaria nos hipnotiza,
O Minuano nos embala, pois somos janela dos ventos do sul…
O calor nos faz hospitaleiros, pois as cascatas se vertem…
E o frio, nos faz aconchegantes… pois o fogo de chão acolhe…

Como diz nosso Hino:
Mostramos valor, constância, nesta ímpia e injusta guerra; sirvam as nossas façanhas, de modelo a toda a terra. Mas não basta ser livre, ser forte, aguerrido e bravo, o povo que não tem virtude, acaba por ser escravo.”

Beijos tradicionalistas,
Jane/RS

Semana Farroupilha
EXTRAÍDA DE UM JORNAL DE BRASÍLIA/DF
PUBLICADO EM 14/09/2003.

O Rio Grande do Sul é como aquele filho que sai muito diferente do resto da família. A gente gosta, mas estranha. O Rio Grande do Sul entrou tarde no mapa do Brasil. Até o começo do século XIX, espanhóis e portugueses ainda se esfolavam para saber quem era o dono da terra gaúcha. Talvez por ter chegado depois, o Estado ficou com um jeito diferente de ser.
Começa que diverge no clima: um Brasil onde faz frio e venta, com pinheiros em vez de coqueiros, é tão fora do padrão quanto um Canadá que fosse à praia.
Depois, tem a mania de tocar sanfona, que lá no RS chamam de gaita, e de tomar mate em vez de café.
Mas o mais original de tudo é a personalidade forte do gaúcho.

A gente rigorosa do sul não sabe nada do riso fácil e da fala mansa dos brasileiros do litoral, como cariocas e baianos. Em lugar do calorzinho da praia, o gaúcho tem o vazio e o silêncio do pampa, que precisou ser conquistado à unha dos espanhóis.
Há quem interprete que foi o desamparo diante desses abismos horizontais de espaço que gerou, como reação, o famoso temperamento belicoso dos sulinos.
É uma teoria – mas conta com o precioso aval de um certo Analista de Bagé, personagem de Luis Fernando Veríssimo que recebia seus pacientes de bombacha e esporas, berrando: “Mas que frescura é essa de neurose, tchê?”
Todo gaúcho ama sua terra acima de tudo e está sempre a postos para defendê-la. Mesmo que tenha de pagar o preço em sangue e luta. Gaúcho que se preze, já nasce montado no bagual (cavalo bravo).
E antes de trocar os dentes de leite, já é especialista em dar tiros de laço. Ou seja, saber laçar novilhos à moda gaúcha, que é diferente da moda americana, porque laço é de couro trançado em vez de corda, e o tamanho da laçada ou armada é bem maior, com oito metros de diâmetro em vez de dois ou três.
Mas por baixo do poncho bate um coração, capaz de se emocionar até as lágrimas em uma reunião de um Centro de Tradições Gaúchas, o CTG, criados para preservar os usos e costumes locais. Neles os durões se derretem: cantam, dançam e até declamam versos em honra da garrucha, da erva-mate e outros gauchismos.
Um dos poemas prediletos é “Chimarrão”, do tradicionalista Glauco Saraiva, que em estrofes como: “E a cuia, seio moreno que passa de mão em mão, traduz no meu chimarrão a velha hospitalidade da gente do meu rincão.” (Bem, tirando o machismo do seio moreno, passando de mão em mão, até que é bonito).

Esse regionalismo exarcebado, costuma criar problemas de imagem para os gaúchos sempre acusados de se sentirem superiores ao resto do País.
Não é verdade – mas poderia ser, a julgar por alguns dados e estatísticas.

O Rio Grande do Sul, é possuidor do melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil, de acordo com a ONU, do menor índice de analfabetismo do País, segundo o IBGE e o da população mais longeva da América Latina, (tendo Veranópolis a terceira cidade do mundo em longevidade), segundo a Organização Mundial da Saúde.
E ainda tem as mulheres mais bonitas do País, segundo a Agência Ford Models.

Além do gaúcho, chamado de “machista”, qual outro povo que valoriza a mulher a ponto de chamá-la de prenda (que quer dizer algo de muito valor)?

Macanudo, tchê. Ou, como se diz em outra praças: “legal às pampas”, uma expressão que, por sinal, veio de lá.

A A e T !
Tchê Souto

Pra quem nasceu gaúcho, pra quem virou gaúcho, e pra quem ainda vai virar gaúcho… (Jane Abel)
Ave Maria do Gaúcho

Quem vive gaúcho em algum momento, segue gaúcho até a última cavalgada…

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